Dermatologia

Dermatologia2018-08-13T23:21:25+00:00

Project Description

Dermatologia

A Dermatologia é a especialidade médico-cirúrgica que diagnostica e trata as doenças de pele, cabelo, unhas e mucosas, bem como as doenças de transmissão sexual. Dedica-se, também, à correção dos distúrbios da aparência.

De facto, a pele, sendo o maior órgão do corpo humano, é muitas vezes sede de doença. A exposição da pele às influências do ambiente e a sua importância para a boa aparência e bem-estar obriga a cuidados acrescidos que a Dermatologia pode proporcionar.

Cuidados com a pele

  • Higiene da Pele

    A pele necessita de cuidados de higiene regular, ainda que não seja absolutamente necessário o banho completo diário, em particular nas pessoas de mais idade e de pele mais seca.
    Na lavagem da pele devem ser utilizadas água tépida e os produtos de higiene devem ser suaves com pouco efeito detergente, de forma a não deteriorar a camada córnea mais externa da pele, responsável pelo equilíbrio em termos de hidratação e das outras funções de defesa da pele.
    Os banhos prolongados, com água muito quente e sabões muito activos, em particular em pessoas de mais idade ou nos doentes atópicos com pele seca, podem dissolver a gordura entre as células, ou seja danificar o “cimento” que segura os tijolos e facilitar o desmoronar da “parede”. A pele perde assim a barreira impermeável à água, esta evapora-se para o meio ambiente, em particular se este está muito seco (ambientes com ar condicionado com pouca humidade ou vento seco do Inverno).
    A pele com menos água fica seca e áspera podendo dar comichão e evoluir para eczema.
    Ainda, pequenas efrações causadas na pele por estes banhos agressivos, muitas vezes associados a esfoliação ou uso de esponjas para “alisar” a pele, podem provocar pequenas “fracturas” na camada córnea deixando a pele mais sujeita a agressões do exterior.
    Nas pessoas com pele mais seca, a aplicação de um creme hidratante, logo após o banho, pode aumentar a fixação da água na pele e pode levar-lhe um complemente de gordura que melhora a sua textura.

  • Protecção Solar

    O sol é fonte de energia e de vida e tem efeitos benéficos sobre a saúde, sendo reconhecido o seu papel na síntese da vitamina D, podendo ainda afectar de forma positiva o humor, através de acção anti-depressiva.
    No entanto, as preocupações em relação às consequências negativas da exposição solar surgiram quando o comportamento natural, de procurar a sombra nas horas de maior intensidade da radiação solar, foi substituído pela exposição, deliberada e excessiva, ao sol com o intuito de obter uma tonalidade bronzeada.

    A consequência imediata foi o aumento do número de queimaduras solares mas só alguns anos mais tarde começaram a surgir as principais consequências: envelhecimento prematuro da pele e, sobretudo, o aumento marcado da incidência de vários tipos de cancro da pele.

    Podemos desfrutar do sol, mas se o queremos fazer de uma forma segura, sem colocarmos a nossa saúde em risco, temos que respeitar algumas regras: é importante frisar que a Fotoprotecção não é só sinónimo de uso do protector solar! 

    É fundamental:

    • Usar vestuário adequado: chapéu, óculos de sol, “t-shirt” de malha apertada, calções etc.
    • Evitar a exposição solar directa entre as 12 e as 16 horas. Crianças e pessoas de pele mais clara, idealmente entre as 11 e as 17 horas.
    • A exposição solar deve ser gradual e progressiva; não ter pressa em obter o tom bronzeado e, se tem a pele clara com dificuldade em bronzear – “não force “- pois obter um bronzeado ligeiro à custa de “escaldões” repetidos poderá ter, a prazo, um preço demasiado elevado.
    • Aplicar um protector solar de factor 30 ou superior, quinze a trinta minutos antes da exposição ao sol e repetir a aplicação de 2 em 2 horas ou após banho. A eficácia dos protectores solares está bem demonstrada na prevenção da queimadura, através dos filtros para a radiação ultravioleta B (UVB). Os protectores solares são menos eficientes no bloqueio da radiação UVA, apesar dos avanços recentes. Devem ser utilizados de forma sensata, com o objectivo de reduzir os efeitos negativos da exposição à RUV e não para permitir permanecer mais horas ao sol sem queimar.
    • Não esquecer de proteger os lábios, orelhas e o dorso das mãos, locais onde com frequência surgem lesões pré-malignas e malignas.
    • A maioria dos “acidentes” com o sol ocorre nos dias mais frescos, nublados, pela ideia errada de que, “se não está quente não queima”. O calor deve-se à radiação infravermelha que é filtrada pelas nuvens, mas a queimadura solar deve-se sobretudo à radiação ultravioleta, que é pouco afectada pelas nuvens. O uso de protector solar não pode ser dispensado mesmo com o tempo nublado.
    • Cuidado com o sono! O adormecer ao sol é uma causa frequente de queimaduras, por vezes graves.
    • Atenção aos medicamentos que está a tomar, informe-se com o seu médico, pois alguns medicamentos de uso comum, como antibióticos, anti-hipertensores, anti-inflamatórios, etc., podem ser fotossensibilizantes, podendo desencadear uma reacção de tipo queimadura ou alergia na pele exposta ao sol.

    Pessoas com cabelo e pele claras, olhos de cor clara e/ou com muitos sinais ou sardas, têm menos protecção natural em relação à radiação UV e maior risco de desenvolverem queimadura e/ou cancro da pele. Mas a cor da pele pode enganar e, algumas pessoas de pele relativamente morena, cabelo e olhos castanhos têm dificuldade em bronzear e “queimam” com facilidade, necessitando, também elas, de cuidados redobrados de fotoprotecção.

    As crianças até aos 2 anos não devem ser expostas directamente ao sol – na eventualidade de irem à praia devem usar vestuário adequado que cubra a maior extensão possível de pele, sem esquecer o chapéu de abas largas, e devem brincar resguardadas do sol, por exemplo, por um guarda-sol.

    Mas é fundamental alertar que a radiação ultra violeta (RUV) não vem apenas “de cima”, vem de todos os lados e, mesmo debaixo de um guarda-sol, estamos expostos ao equivalente a 30% da RUV directa. Ou seja, 3 horas à sombra de um guarda-sol, equivale a cerca de 1 hora ao sol.

  • Hábitos diários

    As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por dentro e por fora. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de líquidos no verão e abusar da água e de sumos de frutas. Todos os dias, aplicar um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade adequada de água na pele.

    Alguns alimentos podem ajudar na prevenção aos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenóides, substância que se deposita na pele e tem importante ação antioxidante. Ela é encontrada em frutas e em legumes de cor alaranjada ou vermelha.

    No verão estamos mais dispostos a comer de forma mais saudável, ingerindo carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos; frutas e legumes com alto teor de água e fibras e baixo de carboidratos. Apostar nesses alimentos ajuda na hidratação do corpo, previne doenças e adia os sinais do envelhecimento.

    No banho, recomenda-se usar sabonetes compatíveis com o tipo de pele, porém, sem excesso. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar secar a pele.

Doenças da pele

A combinação sol, areia, praia, piscina e excesso de suor elevam o risco de algumas doenças da pele. Saiba mais a seguir:

Micoses

Infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos.  Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como calor, umidade e baixa de imunidade, estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns em que elas aparecem, mas isso não significa que outras partes do corpo estejam imunes. Vale lembrar que ninguém está livre delas, crianças, jovens, adultos e idosos. A melhor forma de evitá-las é manter hábitos de higiene, como: secar-se bem após o banho, principalmente áreas de dobras da pele, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Deve-se também evitar andar descalço em pisos constantemente húmidos (lava-pés, vestiários, saunas). Recomenda-se, ainda, evitar calçados fechados o máximo possível, optando pelos mais largos e ventilados.

Manchas e sardas brancas

As manchas e as sardas brancas surgem devagar e, quando menos se espera, lá estão elas.  Representam danos que os raios solares causaram na pele e aparecem gradativamente com o tempo, principalmente nas áreas expostas da pele.
As manchas senis ou melanoses solares, em geral, são escuras, de coloração entre castanho. Surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. Já as sardas brancas aparecem quando há ação cumulativa da radiação solar sobre áreas de pele expostas ao sol de forma prolongada e repetida ao longo da vida. A melhor forma de evitá-las é não se esquecer do protetor solar. Essas lesões são benignas, não evoluem para o cancro da pele, entretanto, recomenda-se avaliação pelo dermatologista para diferenciá-las de lesões suspeitas, que merecem uma avaliação mais detalhada.

Acne solar

Provocada pela mistura da oleosidade aumentada da pele, uso do protetor solar e da própria radiação solar. Recomenda-se lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele e protetores solares com base aquosa ou em gel, o que pode diminuir a oleosidade.

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